terça-feira, 13 de maio de 2014

Pai João de Aruanda

O relato a seguir conta a história sobre este espirito amigo/pai que sempre auxilia com amor, sem julgar, conduz sem entrar no livre arbítrio, ensina com sabedoria e dedica-se muito para que os seus consigam superar esta fase encarnatória com consciência e dignidade conduzindo-se de forma crística a queimar todo o carma e nos voltarmos para Deus.

SABEDORIA DE PRETO ­VELHO é um livro escrito por Robson Pinheiro que conta a história de Pai João e seus ensinamentos e que através de suas mensagens nos alerta para tudo o que é necessário a caminhar com dignidade e amor ao Cristo, recomendo está leitura e logo, logo este livro estará disponível aqui no blog para que vocês possam conhecer melhor este grande Pai João de Aruanda. Salve Deus!


O espirito João Cobú, o amigo mais conhecido como Pai João de Aruanda, que se denominava Alfred Russell, identificava-­se como um médico norte-­americano, que havia vivido nas colônias do sul, ainda no período escravocrata. Dr. Alfred Russel fora homem de muitas posses, senhor de escravos. De volta à pátria espiritual, pediu para reencarnar como negro. A pele escura lhe daria oportunidade de se redimir perante a própria consciência – experimentaria a escravidão do outro lado da chibata. Aportou no Brasil por volta de 1753, vindo de Luanda, na África, sua terra natal. Nos coqueirais pernambucanos pôde refazer escolhas do passado e, privado da liberdade e do acesso à instrução que tivera, conheceu de perto a “mestra” dor. Ainda hoje Pai João reflete a respeito do sofrimento: “A dor é um instrumento de Deus muito mais eficiente que Pai João. Quando nego não consegue trazer um filho para os braços de Deus, então vem a professora dor, que é infalível. Ela sempre traz  os filhos de volta para os caminhos do Pai”.

Mesmo o negro mais viril não costumava durar muito na lavoura de cana de ­açúcar, todavia,  viveu mais  de 50 anos. Deixou  dois filhos,  que introduzira no  conhecimento do poder terapêutico das ervas.  Após curta permanência no plano extrafísico, reencarna na Bahia de Todos os  Santos em 1828. Espírito redimido,  que soube  extrair  da  dor  e  da  privação  as lições  necessárias, João Cobú  escolheria  novamente  a  pele negra  como  forma  de  aprendizado  sob  o  impacto  da  chibata  viveria  experiências que lhe fortaleceram definitivamente o caráter. Nesta experiência física, havia conquistado o respeito dos seus desde a  maturidade;  como ancião, tornou-­se  conhecido  nas  redondezas, reverenciado por seus conhecimentos fitoterápicos, em contato com os cultos afro-brasileiros da nação keto, ampliou sua habilidade no manejo das ervas e da magia, das quais extraiu todo o  potencial  curativo. Trabalhou  em favor  da  comunidade, relembrando seu  passado  na medicina, e assim revestiu-­se e profunda autonomia  moral.  Não faz muitos anos, tive contato com um representante de um terreiro na Bahia que, em suas memórias, guarda as histórias de um pai ­de ­santo chamado Pai João.

No ambiente repleto de magia e simbologia do sincretismo afro-­brasileiro, Pai João forjou sua maturação espiritual.  Desencarnou  no  ano  de  1900,  vítima  de  febre  amarela,  após  dilatado período de convalescença, aos 72 anos de idade. Apresenta-­se à visão espiritual como homem negro de aproximadamente 60  anos de idade, envolvido numa aura suave, com tonalidades que vão do rosa ao lilás. 

Barbas e cabelos absolutamente alvos contornam-lhe a face, em geral marcada por  um largo sorriso. Sua figura é ao mesmo tempo imponente e singela. Costuma vestir  um  terno muito  bem  alinhado, acompanhado  de  dois  acessórios: o crucifixo, que simboliza tanto o sofrimento do passado como a ascensão espiritual, e a bengala —  à  qual  dá o sugestivo nome de caridade, que representa a autoridade moral e a experiência do ancião.

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